terça-feira, 18 de julho de 2023

95 TESES DA REFORMA EVANGÉLICA DO BRASIL

 



  95 TESES DA REFORMA EVANGÉLICA DO BRASIL

Não se submeta a doutrinas humanas, mas somente à sua consciência unida à palavra de Deus através do evangelho genuíno de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois a salvação não pode ser alcançada pelas boas obras ou por quaisquer méritos humanos, mas tão somente pela fé em Cristo Jesus, o único salvador, sendo gratuitamente oferecida por Deus aos homens”.

Junte-se a nós, e diga não! A esse sistema religioso evangélico megalômano, explorador e manipulador de mentes e corações, que se aproveita da pobreza do povo brasileiro para explorar sua fé, que só cresce através do poder da mídia, e não pelo mover do Espírito Santo de Deus. Agora, unidos, vamos juntos fazer parte da história, dando início à REFORMA EVANGÉLICA NO BRASIL, e mostrar ao mundo a nossa indignação, onde não aceitamos que a segunda maior população cristã do mundo, com mais de 50 milhões só de evangélicos, seja manipulada por líderes religiosos interesseiros que se apropriam do Evangelho de Jesus Cristo para aumentar suas fortunas e desdenhar da população. E assim como a revolução protestante surgiu na Alemanha no século XVI, a REFORMA EVANGÉLICA começa hoje, aqui no Brasil, por mim e por você em pleno século XXI.
Seja um divulgador consciente, leia e use todos os seus recursos de mídias sociais; cole nos muros das igrejas, nos pátios, nos postes, onde você achar mais conveniente, e ajude a divulgar as 95 teses da REVOLUÇÃO EVANGÉLICA NO BRASIL.

95 TESES

      Repúdio às organizações cristãs comerciais denominadas de igrejas evangélicas, administradas por gerentes ao invés de pastores.

       Repúdio à teologia da prosperidade que transforma igrejas em empresas, e fiéis em clientes.

   Repúdio aos Pastores e organizações que estelionatariamente se apossaram das referências bíblicas concernentes aos dízimos e ofertas do Antigo Testamento para exploração da fé.

       Digo não a todos esses evangélicos que precisam de cabrestos, que não sabem ser livres e não conseguem caminhar com princípios, pois já se acomodaram com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.

       Digo não às quatro paredes das igrejas, que caracterizam um evangelho limitado, por um evangelho livre em Cristo Jesus, nas ruas, becos e valados.

       Digo não a esses líderes religiosos tão despreparados da verdadeira palavra de Deus e dependentes de líderes inescrupulosos, que não conseguem nem alimentar mais as ovelhas, deixando lhes faltar até mesmo o pão nosso de cada dia.

       Digo não ao enriquecimento de líderes, pastores, bispos e apóstolos, em detrimento do empobrecimento espiritual, cultural e financeiro do povo que sofre.

      Repúdio ao culto que se faz ao monte Sinai mostrado por meio da televisão que cria caminhos para a escravidão.

       Digo não a todos os líderes religiosos que levam o povo para debaixo do julgo da lei, quando se ressuscitam todas as maldições do velho testamento que morreram na cruz, quando Jesus se fez maldição em nosso lugar.

   10º Digo não aos líderes evangélicos que fazem da palavra do Senhor, e dos seus templos, uma porta de entrada para um mercado tão rentável, que se torna melhor do que vender droga.

    11º Repúdio a todos os cristãos que não aceitam que a lei morreu em Cristo, conforme diz a palavra, sendo que essa mesma palavra afirma que ela existe apenas para gerar culpa e morte.

    12º Repúdio a todos que sabem, mas que nada dizem; vêem, mas nada demonstram; discernem, mas em nada confrontam; conhecem, mas tratam como se nada tivesse consequências.

    13º Repúdio a todos que pregam o método de crescimento de igreja, e não a Palavra; os que convidam para a igreja, e não mais para Jesus; os que afirmam “Eu sou da igreja tal”, ao invés de dizer: “ Eu sou de Jesus”.

  14º Repúdio a todos aqueles que desconhecendo o verdadeiro evangelho consideram o “novo mover”, a mudança na moda da igreja que acontece a cada cinco anos.

    15º Repúdio a todos os pastores que reconhecem e concordam com a verdade dita pelos outros, mas que eles não têm coragem de botar a cara para apanhar, mesmo que seja pela verdade e pela justiça do evangelho do reino de Deus.

    16º Repúdio a essa "diabose" que nos distancia da graça, da centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Que todos voltem à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu, algo que vai completar.

    17º Digo não aos evangélicos que perderam a convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, ao invés de se sentirem membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima.

    18º Repúdio a todos os homens e mulheres, velhos e adultos que brincam com o nome de Deus, posando de pastores, pastoras, bispos, bispas, apóstolos e apóstolas, sendo que eles mesmos não se enxergam, e não percebem o espetáculo patético no qual se tornaram, e o ridículo de suas aspirações messiânicas estereotipadas e vazias do Espírito.

   19º Repúdio aos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras.

    20º Digo não a todos os que tratam Jesus como “poder maior” e não como único poder verdadeiro.

   21º Repúdio à forma como o diabo é glorificado, pela frequência com a qual se menciona o seu nome nos cultos, sendo que Paulo dele falou menos de uma dúzia de vezes em todas as suas cartas, e as alusões que Jesus fez a ele foram mínimas. Pois, pela frequência com a qual ele é mencionado, ele é crido.

   22º Repúdio à mistura mística que se introduziu nos cultos e na vida dos evangélicos, fazendo-os dependentes de objetos, símbolos e amuletos defendidos como bíblicos.

   23º Repúdio ao negócio gospel que se instalou dentro das igrejas, e que vive de shows, camisetas e adesivos, enquanto apresenta uma espiritualidade rasa e sem ética.

   24º Digo não às orações e jejuns, como fruto de obrigação ou moeda de troca, que estão muito distantes do verdadeiro namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada.

    25º Repúdio à prática psicológica de pastores que, manipulando sons e imagens de TV, se dizem mais perto de Deus, e, por isso, mais preparados para conseguirem aqueles favores de que o povo precisa.

   26º Digo não à visão de que o diabo está entronizado como o inimigo de Cristo e o Senhor das Culpas e Medos; por conta disso, a maioria das pessoas sabe apenas do Medo da Lei, e nada acerca da total libertação que temos da Lei e do diabo na Graça de Jesus, que o despojou na Cruz.

   27º Repúdios aos que coam o mosquito e engolem o camelo, expulsando pessoas para fora do lugar de culto por causa de comida, bebida, cigarro, roupa, sexualidade, ou catástrofes de existência. Enquanto os mesmos alimentam o povo com maldade, inveja, mentira, politicagem, facções e maldições.

    28º Digo não ao discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus, vendendo ilusões para lotar igrejas, usando versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel.

    29º Digo não a todas essas possibilidades mágicas e propagandas enganosas que usam o evangelho de Cristo para iludir os que buscam alívio e refúgio para suas almas.

   30º Repúdio aos programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições.

    31º Repúdio aos que pisam na cruz de Cristo, em nome de Jesus, posando de PhD, em retrocesso à Lei e aos sacrifícios.

    32º Digo não ao culto da fé na Fé, em vez da fé em Jesus, onde se têm descarados convites em nome de Deus para que se façam novos sacrifícios.

   33º Repúdio aos estereótipos pentecostais, pois sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais.

    34º Repúdio ao silêncio de todos os que se dizem protestantes, que até hoje criticam e ofendem os cultos dos afro-ameríndios por seus sacrifícios, e aceitam o estelionato feito em nome de Jesus, por aqueles que incentivam novos sacrifícios, tornando o sacrifício de Jesus menor e dispensável.

    35º Repúdio às infinitas campanhas e correntes de oração que usam amuletos para aumentar a fé, todas visando exclusivamente encher os templos com aqueles que buscam somente os seus próprios interesses.

   36º Digo não a todos os que se dizem cristãos, mas que não sabem a diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.

   37º Repúdio à leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade, onde a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa.

    38º Repúdio a todos que consideram que o sacrifico de Jesus não foi o suficiente, e ainda afirmam que Deus só atende se fizer voto de frequência ao templo, e dê dinheiro aos sacerdotes do engano e da ganância.

    39º Digo não aos evangélicos que não querem enxergar os séculos de preconceitos que dividem a sociedade, nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos.

    40º Digo não aos cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo, enquanto as ruas estão cheias de injustiçados, desamparados, com fome e sede de alimentos e da justiça de Deus.

    41º Repúdio aos livros evangélicos traduzidos para o português e que servem de inspiração para os escritores brasileiros, e que nada têm a ver com a realidade do nosso país. Estes, normalmente são livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa.

    42º Repúdio aos que se dizem cristãos, mas que não querem aceitar a verdade e desfrutar da verdadeira vida com Deus, que é relacionar-se intensamente na fé e na prática com a Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo.

    43º Digo não aos novos modelos de crescimento de igreja copiados e que vêm sendo adotados no Brasil como uma solução para crescimento imediato, no intuito não de salvar vidas, mas de ganhar maior força política para fazer parte do governo.

    44º Repúdio aos eventos e à música gospel medíocre, com poesia sofrível e que não tem nenhuma finalidade de adoração ou louvor a Deus, mas com interesse puramente comercial.

   45º Repúdio à teologia da prosperidade que vende uma vida de sucesso aqui na terra, enquanto as almas clamam por uma salvação eterna, e que se revela eficaz, sim, mas somente aos seus proclamadores.

    46º Repúdio a todos os líderes evangélicos que fazem com que as pessoas pensem que todos os pastores são gananciosos e que as igrejas existem para enriquecer sua liderança.

    47º Repúdio a todos os ministérios megalômanos, onde o povo de Deus é visto como contas a receber, fonte financeira, mão de obra barata ou massa de manobra.

    48º Repúdio aos templos, ao institucionalismo, ao denominacionalismo e ao pulpitocentrismo, para que voltemos ao "instruí-vos uns aos outros", sem fórmula de crescimento G5, G8, G10, G12, G24...

   49º Repúdio às vaidades religiosas que adoram cargos, posições e títulos, com o único intuito de fazerem conchavos políticos que possibilitem eleições para os altos escalões denominacionais.

    50º Digo não à máquina religiosa que fabrica ícones, os quais brigam e se engalfinham pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante.

  51º Repúdio ao evangelho que se diz extravagante, que trás uma mensagem extravagante, um louvor extravagante, e que disfarça a dor material, mas que não consegue esconder a dor da alma.

   52º Repúdio aos evangélicos que não têm coragem de romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; que não conseguem voltar ao primeiro amor; e que tentam ganhar o mundo inteiro, enquanto a sua alma clama por salvação.

    53º Repúdio aos que banalizam o sentido original do evangelho, fazendo com que, no Brasil, os praticantes e pregadores do Evangelho de Jesus Cristo, sejam apenas mais um membro de um segmento do cristianismo divorciado de Cristo.

    54º Repúdio a todos os profissionais da fé que querem ser apenas evangélicos, e não querem se voltar para Jesus Cristo, para a boa nova que Ele é e ensinou.

    55º Repúdio à forma como muitos líderes evangélicos manipulam a Palavra de Deus para fazê-la dizer aquilo que interessa à mesquinhez dos gananciosos de púlpito.

    56º Repúdio à arrogância dos líderes evangélicos que por gritarem cada vez mais alto e se assemelharem a um apresentador de programa de auditório se acham mais espirituais do que os outros.

    57º Repúdio a todos os evangélicos que não têm a consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecar Deus.

   58º Digo não aos estudos e às leituras bíblicas de bibliólatras que não nos fazem ver Jesus Cristo, e sim alimentar uma espiritualidade que se sustenta em milagres e prodígios, no mínimo discutíveis.

    59º Repúdio a todos que transformam a mensagem do Evangelho em um guia religioso, no manual da verdade dos cristãos, em mais uma doutrina da Terra.

    60º Digo não aos que pensam que possuem a doutrina certa, mas que jamais tiveram a coragem de tentar vivê-la como mergulho existencial de plena confiança, usam-na apenas como guia de bons costumes e de elevados padrões morais.

    61º Repúdio às vaidades acadêmicas teológicas com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola, muitas vezes até se auto-intitulando apóstolos.

    62º Repúdio a todos os professores, mestres e doutores de teologia que tentam “estudar Deus”, e ensinar a outros a “anatomia do divino”, ou a buscar analisar Deus como parte de um processo, no qual Deus está aprendendo junto conosco, não sabendo tais “mestres” que são apenas fabricantes de ídolos psicológicos.

    63º Repúdio aos evangélicos que ainda não entenderam que amar o seu irmão é relacionar-se com ele como as crianças relacionam-se com os que as alimentam em profundo amor e senso de dependência, sendo um guardião e não um juiz do seu irmão.

    64º Digo não ao amor cristão que não agasalha no frio, não assiste na dor, não dessedenta na sede, não alimenta na fome, não reparte, não usa o pronome "nosso", mas, o pronome "meu".

   65º Repúdio a todos os instrumentos de manipulação religiosa utilizados pelas igrejas evangélicas para escravizar, em especial as pessoas que mais sofrem e estão abatidas pelo peso de suas culpas.

    66º Repúdio às igrejas evangélicas que sobrevivem da exploração de um mecanismo religioso, baseado na culpa, no medo e na ganância.

    67º Repúdio aos "pastores", "reverendos", "bispos", "apóstolos", que não aceitam mais serem servos uns dos outros, onde sejam movidos somente pelos dons do Espírito que dão o tom litúrgico da reunião dos Santos.

   68º Digo não às igrejas obcecadas pelo crescimento, que adulteram a mensagem do evangelho, tentando substituir a ação do Espírito Santo, que é a de "acrescentar dia a dia os que haverão de ser salvos".

    69º Digo não às igrejas que estão ensinando uma doutrina paupérrima, superficial e carnal, que estão matando a geração de profetas do amanhã.

    70º Digo não às igrejas que estão ensinando um evangelho modificado para agradar jovens, e que não procede da doutrina apostólica, que não procede da cruz, que não procede de Jesus, que não procede de Deus.

    71º Repúdio a todos os pastores e líderes religiosos que tratam a Graça de Deus como se fosse uma parte da Revelação, como mais uma doutrina, sem discernir que não há nada, muito menos qualquer Revelação, se não houver sempre, antes, durante, depois, transcendentemente e imanentemente, Graça e apenas Graça.

   72º Repúdio a todos os evangélicos que aderiram ao mecanismo de manipulação religiosa de obrigações e benefícios, e que confundem o verdadeiro Deus com outros deuses.

   73º Digo não a todos aqueles que desconhecendo a Revelação da Palavra da Graça do Evangelho de Deus, concordam em ver a Bíblia sendo ensinada por cegos que guiarão outros cegos. 

    74º Repúdio ao novo evangelho que facilita; que agrada à carne; ao evangelho de bailes, de encontros e festas gospel.

    75º Digo não a esta geração de evangélicos que se dizem radicais, mas sem cultura bíblica, sem uma vida de dedicação ao próximo, sem uma vida de oração, sem uma vida de profunda comunhão com Deus.

    76º Repúdio a todos os oportunistas mau caráter que se dizem evangélicos, e que fazem da religião um campo de atuação com potencial diabólico e escravizador.

    77º Digo não aos líderes evangélicos e a todos os seus seguidores que não têm experiência com Deus, são frios, carnais, promíscuos, mas que querem passar uma imagem de santidade com Deus.

    78º Repúdio aos líderes religiosos que transformaram em mero título, a sublime função dos presbíteros e diáconos, que sob unção da igreja local, devem cuidar da ministração da Palavra e da vida de oração da comunidade, a fim de que ninguém tenha necessidade: seja material, espiritual ou social. 

    79º Repúdio aos que classificam o evangelho, e pregam um evangelho para adolescentes, um evangelho para jovens, um evangelho para senhoras, um evangelho para cada tipo de pessoa.

    80º Digo não ao show gospel que acontece dentro e fora do “templo”, em substituição ao verdadeiro culto do povo a Deus, para que voltemos a ver Jesus Cristo onde dois ou três estiverem reunidos.

    81º Digo não às profecias liberadas pela boca dos pastores aos jovens, dizendo que são geração de Elias, geração boca de Deus, mas estas nunca se cumprem e nem se refletem no comportamento dos mesmos.  

    82º Repúdio a toda e qualquer tagarelice crentesca, interesseira e manipuladora, que em nada lembra o amor e doação de Jesus Cristo em favor de uma humanidade em pecado.

    83º Repúdio a todos os cristãos que “acreditam em Deus”, sem saber que nada fazem, mais que os demônios quando assim professam, posto que não estamos nesta vida somente para reconhecer que Deus existe, mas para amá-Lo e conhecê-Lo.

   84º Repúdio aos lideres evangélicos que fazem com que os verdadeiros cristãos sejam confundidos com os mercenários da fé que usam técnicas mirabolantes de marketing para manipular a ingenuidade e a ignorância de um povo sofrido.

   85º Repúdio à prática dos líderes evangélicos que fazem da igreja um negócio rentável e que vê as outras denominações apenas como uma empresa concorrente.

    86º Digo não aos cultos pentecostais e judaizantes com ritos, rituais e acessórios fantasiosos, com um cenário e uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual.

   87º Repúdio aos evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Estes provocam que as pessoas caiam sob o “poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.

   88º Repúdio aos líderes de jovens que, ao contrário de José, Davi, Estevão e muitos outros que procuravam viver uma vida de comunhão com Deus, estão mais para promotores de festas gospel em casas noturnas ou bailes em igrejas.

   89º Repúdio aos evangélicos com a mentalidade tão pequena que estão preocupados se podem beber vinho, usar piercing, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura, ao invés de debater grandes temas e fazer um exercício religioso mais nobre.

    90º Repúdio aos ministérios evangélicos que possuem emissoras de TV, de rádio, editoras e gravadoras ditas evangélicas, que mantendo uma ridícula grade de programação, não possuem outro interesse que não seja o lucro.

   91º Repúdio aos ministérios evangélicos que transformam a igreja num mero supermercado ou shopping Center, que disponibilizam bênçãos a serem vendidas nas prateleiras espirituais, sob uma prática de leilão da maior oferta.

    92º Repúdio aos “pastores”, “bispos” e “apóstolos” que deturpam o evangelho para “estuprar” as mentes e os corações das pessoas que mais sofrem no Brasil, e que vêem na porta de um templo uma possível solução de seus problemas.

    93º Repúdio às experiências religiosas nefastas e danosas, que disfarçadas com prosperidades e obras sociais, não têm absolutamente nada haver com o evangelho de Jesus Cristo e nem com a espiritualidade cristã.

   94º Repúdio aos líderes evangélicos donos de igrejas, que criticam outras igrejas por adoração a ídolos e imagens, e colocam suas próprias imagens e das suas esposas em grandes painéis nas fachadas de suas igrejas.

    95º Repúdio às grandes igrejas que, não contentes em transformar seus ministérios em grupos comerciais, com gravadoras, editoras, rádio, TV, universidades entre outros, ainda lançam seus candidatos políticos e obrigam os membros a votarem, sob pena de serem considerados rebeldes. 



REFERÊNCIAS

COSTA, Antônio C. Convulsão protestante: quando a teologia foge do templo e abraça a rua. 1º Ed. São Paulo: Mundo Cristão, 2015

FILHO, Caio F. A. Desgosto. Em:

GONDIM, Ricardo. Estou cansado. Em:

KIVITZ, Ed R. Religião e Espiritualidade. Em:
< https://www.youtube.com/watch?v=lm4iroUDBK8>. Acesso em:  10 ago 2015.

RAMOS, Ariovaldo. Não quero ser mais evangélico. Em:

RAMLOW, Rodomar R. Carta de repúdio à igreja. Em: <http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/carta-de-repudio-a-igreja>. Acesso em: 06 out 2015.

SEVENDIGITAL. Acredite se quiser! Essa festa é numa igreja evangélica. Em: < https://www.youtube.com/watch?v=K2YBOsAFWNo >. Acesso em: 06 out 2015.

VEM SEGUE-ME. Diga não às igrejas e sim ao evangelho. Em: <https://www.facebook.com/vsegueme/about?section=bio&pnref=about>. Acesso em: 23 set 2015.

Por: Joelsam

AS 3 TENTAÇÕES DE NOSSOS DIAS MT 4:2-10

 AS 3 TENTAÇÕES DE NOSSOS DIAS Mt 4:2-10

BARROS, Joel S1

INTRODUÇÃO

Jesus, com uma grande missão nas mãos a realizar, mesmo tendo sido enviado por Deus, e tendo a plena confiança na vontade de Deus para a sua vida, neste momento, ainda não era o Cristo de Deus, mas apenas um jovem galileu, humano, que tinha suas fragilidades, suas necessidades e um grande desejo de realizar o que Deus tinha posto em seu coração, desde o ventre de sua mãe. Para isso, Ele buscava sempre fazer a vontade de Deus, orava e jejuava constantemente, porque ele sabia que entre ser um escolhido para fazer uma missão, e completar a missão, tinha um longo caminho pela frente.

Precisava de conhecimento, precisava se expor ao público, precisava confrontar e ser confrontado pelos religiosos da sua época, no momento certo, ele tinha que estar preparado. Ainda precisava escolher pessoalmente os seus discípulos, treiná-los, enviá-los. O que para isso, precisava de recursos, de ajuda, e ele sabia que no final de tudo ainda tinha que passar por tamanha humilhação nunca visto antes na história da humanidade. Por isso, Ele foi levado ao deserto para ser colocado à prova nas maiores dificuldades que um ser humano pode ter que passar para fazer a vontade de Deus e enfrentar a vida aqui na terra: A necessidade básica de alimentação (vontades e desejos), a necessidade de provar que tudo que faz é da parte de Deus e a vontade de querer Mudar o mundo. E um dos maiores desafios, é perceber que o diabo sempre pode deixar as tentações atraentes diante das necessidades humanas.


AS TENTAÇÕES

Na primeira tentação, quando se fala de transformar pedra em pão, isso não diz respeito somente a alimentação, mas a todas as necessidades e desejos humanos, porque uma pessoa não precisa somente de comida, mas de vestimentas, ter uma casa, pagar suas contas, sustentar sua família, manter seus filhos em uma escola e até mesmo construir um patrimônio para seus filhos se manterem quando os pais vierem a falecer. É aí, então, que o fiel vira uma presa fácil para o diabo, tendo em vista estar sempre necessitado, é muito fácil aceitar a proposta de transformar pedra em pão, se deixando levar por vantagens financeiras camufladas de obra de Deus. Tendo que muitas vezes se submeter a falar coisas que nem mesmo ele concorda, distorcendo a palavra para não perder membros e manter os seus ganhos. É daí que vem a expressão transformar pedra em pão ou tirar leite de pedra.

A segunda tentação, é o segundo passo para a corrupção do coração do fiel. Uma vez que já vive de transformar pedras em pão, para que essa fórmula de sucesso continue funcionando, ele precisa se atirar de um monte para que os “anjos de Deus” lhe amparem, a fim de estar sempre provando que tudo que prega, que diz e que profetiza é de Deus. Aí começa a obrigação de ser um oráculo, um profeta, ter sempre uma revelação, de estar sempre ouvindo a voz de Deus, de ter sempre uma palavra de poder, uma oração de autoridade, visões e muitas línguas estranhas para validar a sua intimidade com Deus, porque só assim os irmãos continuarão acreditando que ele é de Deus. E hoje em dia, o diabo continua levando o cristão para o monte, não para que eles pulem, mas para que se sintam sempre cheios do poder e amparados pelos anjos de Deus em tudo o que fazem.

A terceira tentação, atinge em cheio as pessoas que já são abastadas, que não tem mais necessidade básicas, como de alimentação por exemplo. Pessoas que já são consideradas homens ou mulheres de Deus consagradas nacionalmente, grandes congressistas, que cobram altos valores por uma mensagem, que já são consideradas amparadas pelas mãos dos anjos de Deus, não tropeçam mais em pedra alguma, segundo a visão dos seus seguidores. Neste estágio, essas pessoas já cresceram os seus ministérios, possuem grandes igrejas, tem muitos fiéis, altos valores são arrecadados mensalmente em suas milhares de congregações. Já estão em um cume muito alto, praticamente inalcançáveis, onde de lá, já dá para ver as melhores oportunidades que o mundo oferece para um “servo de Deus” neste nível.

 Aí vem a proposta do diabo:  você já tem tudo, é muito grande e tem muita autoridade, agora você só precisa de poder e domínio, só assim, você pode ganhar o mundo de uma vez por toda, e ser reconhecido até internacionalmente, sendo uma autoridade de verdade neste mundo, e que pode mudar e transformar as coisas. Deixa o teu ministério e vem fazer leis, vem comandar uma cidade inteira, vem comandar e ajudar todas as cidades do teu estado. Com possibilidade até de comandar o país e influenciar o mundo. Só assim tu não precisas mais ficar esperando por migalhas de Deus para o teu povo e pequenos milagres para ti os ver felizes, nem ficar contando somente com a fé para solucionar o problema da pobreza, da saúde, da segurança para o teu povo. Tu podes ter influência direta nisso! Você é um homem de Deus, e tudo isso pode ser teu.

E assim, muitos continuam cedendo às mesmas tentações. Não necessariamente nesta ordem, porque muitos até começam com o verdadeiro evangelho em seus corações, e conseguem dizer não às primeiras tentações, mas ao longo do tempo, se deixam ser corrompidos pelas propostas do inimigo, e quando menos esperam, já estão muito distantes de suas verdadeiras missões. Bendito seja o nome do cordeiro, o Nosso Senhor Jesus Cristo, que usando a própria palavra, não cedeu a nenhuma das tentações. Hoje estando a destra do pai, e nos servindo de exemplo, que assim como ele conseguiu vencer, mesmo sendo homem, nós também temos a possibilidade de vencer e não ceder às nossas tentações também.


ELES AINDA ESTÃO ENTRE NÓS!

 ELES AINDA ESTÃO ENTRE NÓS

BARROS, Joel S1


INTRODUÇÃO

Estamos vivendo em um mundo novo. Muita tecnologia, inteligências artificiais, internet de alta velocidade, jogos ultra realista, equipamentos sofisticados, celulares de última geração,  aplicativos para tudo, internet com cobertura mundial, redes sociais inteligentes que nos ouvem, nos veem, conhecem a nossa personalidade melhor do que nós mesmos. Tem ainda a computação quântica, moeda digital, moeda virtual, criptomoedas. Um mundo de novas aplicações e novos conceitos, que ditam padrões e novas regras. Mas uma coisa ainda é a mesma! A influência maligna na vida do homem. E para isso, ele é capaz de usar toda essa evolução para enganar, ludibriar, e iludir o povo de Deus. Ele continua usando as mesmas táticas desde os tempos de Jesus na terra, e ainda assim dá certo. E não importa se esse homem é cristão ou não, todos estão sujeitos às mesmas influências, mas o confronto da fé e a apostasia, isso atinge somente aos cristãos.

Como imitadores de Cristo que somos, ainda hoje, temos que nos confrontar com os Fariseus, Saduceus, publicanos, Herodianos, entre outros, mas seus instrumentos de ataque e persuasão agora são outros. Eles não precisam mais se infiltrar nas igrejas, viajar para longe para persuadir uma comunidade, ficar nas praças debatendo, tudo é por meio de canais, perfis, blogs, sites, redes sociais (Instagram, tik tok, twitter, Kway, facebook). O mundo mudou! Agora são as próprias pessoas que decidem ser seguidores desses grupos religiosos atuais. Aceitam seus convites, assistem suas lives, ajudam na sua monetização para que aumente cada vez mais a sua autoridade e a capacidade de influenciar. Agora eles são os chamados influenciadores. Com isso, conseguem influenciar milhões de pessoas sem sair do seu estúdio. Desenvolvem suas teses e teorias, tiram suas próprias conclusões, personalizam os assuntos de acordo com aquilo que vai dar mais audiência, aquilo que vai arrebatar os corações, tudo editado ou programado antecipadamente (premeditado) nas regras do marketing digital, com palavras, frases e títulos de efeito, posts arrebatadores e músicas cativantes. E assim, entram nas casas de ricos e pobres, crianças, adultos e idosos são suas vítimas, durante 24 horas, 7 dias por semana, 365 dias no ano.

Hoje, os Fariseus são pessoas em sua grande maioria da classe média, até com boa instrução educacional e conhecimento da palavra de Deus. São religiosos, muitos fazem parte de denominações tradicionais, atentos até aos mínimos detalhes da palavra, e se possível, seguem literalmente os preceitos bíblicos. Oram, jejuam, e muitos vão até para os montes, mas exatamente por essas qualidades, se sentem mais santos do que todo mundo. Dizem ser os únicos escolhidos, os únicos vencedores ou vitoriosos, detentores do verdadeiro conhecimento da verdade, por isso se acham no direito de querer sentar nos melhores lugares, terem as maiores igrejas, as mais ricas. Terem as melhores amizades políticas e os maiores benefícios. Onde sua religiosidade se baseia no exterior, nos seus rituais bíblicos, no legalismo, procurando sempre ter as maiores audiências em suas redes sociais, seus canais, em suas lives, difundindo a sua religiosidade, não o verdadeiro evangelho, tudo a troco de seguidores e dinheiro. Conhecidos atualmente como os pregadores das mídias, animadores de auditórios.

 Os saduceus, são os grandes líderes religiosos de hoje, que não são muitos, mas que se consideram os aristocratas dominantes do cristianismo. Que por possuírem grandes ministérios, igrejas suntuosas, tem muitos seguidores em suas redes sociais e milhares de membros em suas igrejas, tem o poder da mídia: canais de televisão, gravadores, satélites, também se consideram o escalão superior da religião no país. Esse grupo religioso, por possuírem grandes interesses políticos para os seus negócios, resolveram se associar à política e criaram seus próprios partidos ou fazem parte da chamada bancada evangélica no congresso. Amparado pelos seus milhares de seguidores, membros e simpatizantes, conhecedores das leis, da política e com um discurso em sua maioria em cima de pautas religiosas, dizendo ser conservadores dos usos e costumes cristãos, são sempre eleitos, ditam regras e costumam direcionar o povo para aquilo que é de seu maior interesse. Tudo em nome do evangelho e  sempre com um pano de fundo religioso. Ao contrário dos fariseus que se sentiam muito espirituais, esses saduceus atuais acreditam mais no poder das leis e na força de suas influências, tornando-se mais materialista e secularizado, como se a vida se resumisse no aqui e agora.

Os publicanos e cobradores de impostos, nos dias de hoje, não cobram mais impostos para o império, mas para si mesmos. Usam as mídias e sua popularidade nas redes sociais para extrair ao máximo o dinheiro do povo, sejam com grandes projetos de construção para aumentar os seus patrimônios locais ou com vendas de apetrechos “santos” para fins diversos, que  vão desde sal a caroço de feijão. Outros vendem suas presenças vip em eventos, vendem suas mensagens poderosas, vendem revelações, profecias, e cobram até para fazer previsões políticas. Por isso, na época de Jesus, eram considerados ladrões, e comparados aos pecadores da pior espécie, porque cobravam o imposto de seus próprios irmãos para dar a Roma, imagina se cobrassem para si mesmo como nos dias de hoje.

Os herodianos também estão entre nós ainda hoje. Na época de Jesus eles eram os defensores da dominação romana na palestina, e estavam totalmente a serviço de Herodes, sendo os mais ferrenhos perseguidores dos chamados movimentos subversivos, que era como viam Jesus. Da mesma forma de antigamente, ainda hoje, esse grupo religioso é mais movido pelos interesses políticos do que pela convicção de fé. E dentro da casta religiosa que faz parte da chamada bancada evangélica no congresso, tem aqueles que além de estarem politizando a fé, ainda aderem a uma ideologia política de forma extrema, seja, de esquerda, de centro ou de direita, disposta a pegar em armas para invadir, matar e destruir o seu suposto inimigo, vendo o seu adversário político, não como um opositor, mas como um verdadeiro inimigo. Tudo, teoricamente, em nome de Deus, da moral e dos bons costumes.

Ainda há muitos grupos religiosos em nosso meio, mas esse artigo ficaria muito grande. Gostaria de falar de só mais um, os Essênios. Esse grupo era o que não concordava com nenhuma das alternativas anteriores e procurou se isolar da sociedade, vivendo em comunidades pequenas, na tentativa de cultivar a esperança messiânica, tentando fugir do mundo louco da época. Em teoria, João Batista era desse grupo e serviu de guia para a chegada do Messias. Não que os Essênios tenham sido o grupo religioso certo da época, mas foi o que tentou se isolar em busca de uma melhor comunhão com Deus e dedicação à palavra. Que  nós também possamos fugir de toda essa loucura religiosa dos dias atuais, de internet, de seguidores, de likes, de comentários, de política, de mundo virtual, de inteligência artificial, e possamos nos dedicar ao estudo da palavra, com um único intuito: aprender mais de Deus e ser um verdadeiro cristão, sempre pronto a ser um instrumento em suas mãos, porque nós fomos chamados para sermos apenas a luva do médico, que é usada como um simples instrumento na hora de uma cirurgia, mas quem opera mesmo é a mão do médico que está dentro da luva, sem Deus, nada podemos fazer.


sexta-feira, 15 de abril de 2022

A REVELAÇÃO DA BESTA (666) PARA NOSSOS DIAS

 A REVELAÇÃO DA BESTA (666) PARA NOSSOS DIAS 

Apocalipse 13.1-18 


Obs.: Sugiro a prévia leitura da referência bíblica (Apocalipse 13.1-18), que é a base deste artigo, para um melhor entendimento do mesmo.

 

           A BESTA QUE SURGIU DO MAR (Ap. 13.1-10)

       Este artigo se concentra nos versículos 11 a 18, do capítulo 13, do livro de Apocalipse, onde começa a falar da segunda besta que surgiu da terra, a qual vou analisar versículo por versículo. No entanto, não poderemos tratar desse assunto, ponto a ponto, sobre essa besta que surgiu da terra, sem antes dar uma visão geral do que se trata a primeira besta que surgiu do mar, e que dá início a toda uma sequência de eventos que se desenrolam no decorrer do capítulo inteiro. Isso se faz necessário para que possamos ter uma melhor compreensão dos argumentos que serão explanados.

        Quando o capítulo começa falando sobre areia do mar, é impossível não fazer uma correlação sobre a descendência de Abraão, que seria como areia do mar, referindo-se a pessoas, povos e multidões. Ficando claro assim, que essa primeira besta que surge do mar, com sete cabeças, dez chifres e dez diademas, trata-se de nações (cabeças), poder (chifres) e domínio (diademas), que formam o sistema político de governo mundial surgido do próprio povo (Mar), e que possui uma força conjunta de domínio muito maior que qualquer nação sozinha, e é esse sistema político de governo mundial composto por todos os países, que detém o domínio sobre todos os povos, línguas e nações.

        Por isso, existem as organizações mundiais onde se reúnem as maiores nações do mundo para politicamente tomarem as decisões que refletirão em todas as nações (ONU, OMC, OTAN, OIT, OCDE). O próprio nome besta, já denomina que não se trata de uma única pessoa, uma única face, de uma unanimidade perfeita, mas da junção de diversos sistemas políticos de governo e as particularidades internas de cada país (democracia, capitalismo, socialismo), que se juntam para formar esse único poder de domínio mundial cheio de remendos e contradições que não se parece em nada com uma imagem de algo natural conhecida por humanos, é uma besta. Mas que atua no mundo, tem vida própria, toma decisões, e isso tudo porque, por trás, há o dragão, a antiga serpente, que concede poder, trono e domínio, em troca de sempre ter influência no mundo, impondo suas regras e seus interesses, até que ele entre em "rota de colisão" direta com o criador e toda a sua descendência na terra.

        Esse trecho da bíblia, ainda fala de uma das cabeças ferida de morte que foi curada. O domínio e poder das nações é medido pela potência econômica de cada uma, é isso que determina quem manda mais que a outra, e hoje entre as nações, as sete maiores cabeças que possuem maior poderio econômico no mundo, são as que possuem os maiores PIBs (Produto Interno Bruto — 2021) mundiais:

        1º - Estados Unidos, com 22,9 Trilhões de dólares.

        2º - China, com 17,6 Trilhões de dólares.

        3º - Japão, com 4,9 Trilhões de dólares.

        4º - Alemanha, com 4,2 Trilhões de dólares.

        5º - Índia, com 3,0 Trilhões de dólares. 

        6º - Reino Unido, com 2,9 Trilhões de dólares. 

        7º - França, com 2,9 Trilhões de dólares. 

        Em 1929 uma dessas sete cabeças foi ferida de morte. Foi quando os Estados Unidos sofreram a maior crise econômica da sua história, praticamente quebrando o país, afetando toda a economia mundial. Onde, antes disso acontecer, as pessoas viviam em plena euforia econômica, comprando carros, eletrodomésticos, casas, tudo de forma desenfreada, até a bolha econômica explodir e tudo vir por águas abaixo. No entanto, apesar dessa cabeça ter sofrido essa chaga mortal, ela foi curada, e toda a população americana e mundial se regozijou com essa recuperação porque, com isso, voltava também a estabilidade econômica mundial. 

        A BESTA QUE SURGIU DA TERRA (Ap.13.11-18) 

        “E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, e falava como o dragão” v.11.

     Conforme explicado anteriormente, a primeira besta refere-se ao sistema de governo mundial formado pela junção (não união) de todas as nações, e que se reúnem para tomar decisões, teoricamente, em prol de um bem comum a todas as nações, em que esse sistema é regido por dois grandes poderes: político e econômico, do qual, quem manda mesmo, é o poder econômico, que representa realmente a força, o poder e o domínio da besta sobre todos os povos.

          segunda Besta, diferente da primeira que surgiu do mar, esta surge do ápice da materialidade do conhecimento técnico e científico humano, ou seja, de algo puramente terreno, mas que tem importância e abrangência mundial, por isso esta segunda besta é da terra. E a maior invenção da atualidade com essa importância, que está no nível das grandes descobertas dos séculos dezoito e dezenove, e que tem o poder de influenciar, criar novas culturas, ditar normas e regras sociais, se metamorfosear com o sistema econômico e criar novas formas de trabalho e ganhos financeiros, e com capacidade de elevar um mendigo a categoria de celebridade e derrubar grandes celebridades com cancelamentos virtuais, é a Internet.

            Mas essa segunda besta (internet), possui dois chifres que parecem cordeiros, mas que falam como dragão. E a internet, assim como a primeira besta, também possui dois fundamentos que dão base para a sua existência que, a princípio, foram desenvolvidos sem um caráter dominador e totalmente inofensivos a sociedade, simplesmente para modernizar nossa forma de trabalho e melhorar a vida de todos com novas profissões e novos conhecimentos a serem adquiridos e compartilhados para um bem comum, que são a tecnologia e o mundo virtual (dois chifres). 

            Esses dois fundamentos (dois chifres) surgiram da expansão do conhecimento humano como resultado de muito trabalho e pesquisas científicas em prol da sociedade, mas que, hoje, esses dois fundamentos, praticamente ganharam vida própria e não são mais eles que precisam de nós para a sua existência, somos nós que precisamos e dependemos da tecnologia e do mundo virtual para a nossa própria sobrevivência, como profissionais e como pessoas da sociedade moderna, porque essas duas forças não param mais de evoluir, e com inteligências artificiais, robôs virtuais, nos monitoram, investigam a nossa vida e a nossa intimidade, conhecem o nosso perfil individual e não mais sugerem algo que possamos querer ou comprar, mas nos induzem a tomar decisões. E praticamente todas as pessoas, todas as empresas, todos os órgãos governamentais já migraram para a rede, e só se relacionam conosco por meio de aplicativos, cadastros virtuais e atendimentos automatizados. 

        “Exercia toda a autoridade da primeira besta, em nome dela, e fazia a terra e seus habitantes adorarem a primeira besta, cujo ferimento mortal havia sido curado” v.12 

           Quando o texto começa afirmando que a segunda besta exercia toda autoridade da primeira besta, e tudo fazia em nome dela, é porque esta segunda besta (internet) remodelou o sistema econômico mundial, transportando todos os elementos do mundo real limitado para um mundo virtual ilimitado, onde uma loja do mundo físico que precisa de milhares de reais somente para se manter aberta com um custo prateleira altíssimo, com diversos produtos em exposição, apenas para os clientes olharem os produtos, agora, tudo foi digitalizado e virtualizado. Na internet, uma loja virtual pode ter milhares de produtos em exposição sem custo prateleira algum, porque tudo não passa de imagens, esta loja não precisa de vendedores humanos, e vende 24h por dia, de domingo a domingo, para clientes em qualquer parte do mundo. 

            Essa nova forma de economia implantada pela segunda besta (internet), trouxe muitas alegrias aos povos de todas as nações, porque agora, nessa nova forma de economia, muitas regras do mundo real foram quebradas, todo dia nasce um novo youtuber milionário, não importa a idade, de criança a idoso, não importa o nível de escolaridade ou títulos acadêmicos. Pessoas que ficam ricas gravando vídeo dentro de casa, sejam de cursos, vídeos eróticos, palestras, apresentação de jornal, pessoas que não têm títulos de jornalistas e escrevem sobre tudo, milhares de infoprodutos escaláveis que são lançados todos os dias para venda, por tempo indeterminado, criando novos milionários e novas formas de ganhar dinheiro e de se enriquecer. 

            Todos adoram essa nova forma de economia que, na verdade, é a mesma economia antiga que é a base da primeira besta, aquela que foi ferida de morte em uma das suas cabeças no passado, porém, agora, foi remodelada pela segunda besta (internet) “cem” vezes melhor, mais facilitada e mais acessível. Não tem como alguém odiar algo que pode lhe tornar milionário e famoso da noite para o dia, onde não preciso mais ficar em uma fila para receber dinheiro ou pagar conta em um banco, ou em uma casa lotérica, na verdade, não precisamos nem ter dinheiro no bolso para pagar uma conta, basta um celular (tecnologia) na mão com os aplicativos (mundo virtual) certos e habilitados a internet, é claro!

         “E realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à terra, à vista dos homens” v.13 

        O Mundo virtual não tem limites, onde tudo pode acontecer. Fazer grandes sinais no mundo virtual, com softwares, câmeras, equipamento de transmissão e inteligências artificiais (IA) é como tirar doce de uma criança, em segundos se pode transmitir uma guerra ao vivo de qualquer parte do mundo, ou fazer um pronunciamento oficial mundial a todas as nações instantaneamente, assim como simular até a descida de Jesus Cristo a terra com transmissão ao vivo, como se tudo fosse verdade, mas não passa de um programa de computador com IA. Na internet, tudo pode ser simulado, criado, reinventado e até enganado, para isso existe a realidade virtual (RV), realidade aumentada (RA), realidade híbrida (RH), agora o metaverso, o código de validação NFT, Blockchain, entre outras tecnologias que fazem milagres a olhos nus. 

        Esse novo mundo paralelo (nova realidade virtual) é tão sofisticado que já possui uma única religião: a religião dos dados; os profetas deste novo tempo: os influenciadores; as ovelhinhas: os seguidores; os templos: as redes sociais que congregam milhares de pessoas; uma única moeda: as criptomoedas; uma única língua: a linguagem de programação; um único deus: os usuários, que são usados como moedas de troca para o enriquecimento de muitos; quanto mais usuários, mais dinheiro. 

            E assim como no mundo real, também existem os vírus, os estelionatários, os sequestradores de dados, os gananciosos, os ladrões de bancos virtuais, os criminosos, entre outros, tudo em uma velocidade tão grande, que o mundo real não consegue processar, e com isso, muitos crimes virtuais são impossíveis de serem solucionados. Os prazeres desse novo mundo também são diversos: muitos aplicativos, jogos, entretenimentos, redes sociais, plataforma de vídeos, de áudios, IPTV, IPrádio, e por aí vai. Enquanto isso, no mundo real, as clínicas psicológicas se multiplicam para atender os dependentes de redes virtuais e de tecnologias. 

            “Por causa dos sinais que lhe foi permitido realizar em nome da primeira besta, ela enganou os habitantes da terra. Ordenou-lhes que fizessem uma imagem em honra à besta que fora ferida pela espada e, contudo, revivera” v.14 

            Toda essa euforia pelas maravilhas que o grande sucesso da internet trouxe a todos os habitantes da terra, com muito entretenimento, redes sociais, liberdade de expressão, enriquecimento rápido, diversos tipos de investimentos financeiros, aparecimento de muitas celebridades, muitas facilidades, muitas oportunidades, grandes realizações, tudo em nome do sucesso financeiro. E isso, não é nada mais, nada menos, que o sistema econômico em ação (primeira besta), fazendo com que a verdadeira intenção de todo esse avanço econômico seja camuflado, onde todos estão sendo enganados, mas sorrindo, pelos benefícios que ela traz. 

        Mas, na verdade, estamos todos entrando em uma “arapuca”, uma ratoeira com um queijo delicioso em troca de uma vida. Chegará o tempo em que ninguém mais conseguirá sair do sistema virtual (internet - segunda besta), a dependência será total, assim como ninguém mais terá privacidade, controle sobre sua vida financeira, sobre a sua vida social e familiar, tudo será ditado pelas regras do sistema, porque nesse tempo, ele já conhecerá cada um de nós melhor do que nós mesmos. A cultura de um povo ou de uma época não existirá mais porque todos teremos uma única cultura, a da internet, com sua própria linguagem, gírias e conceitos. Nada ficará oculto, nada ficará sem controle, tudo será transparente para o sistema, e obscuro para nós. Não saberemos mais o que é nossa vontade e o que fomos induzidos a fazer, assim como não saberemos mais o que é real e o que é virtual, perderemos o que temos de mais precioso, o livre arbítrio. Eis que nesse tempo já estaremos dependentes de um controle total. 

        Não é difícil entender, agora, que a imagem criada em homenagem à primeira besta é todo o sistema econômico do mundo real, que foi espelhado no mundo virtual, ou seja, foi feito uma imagem das instituições governamentais, das lojas, das academias, do mundo financeiro, das igrejas, das instituições de ensino, de todo tipo de negócio ligado ao sistema econômico (pilar principal da primeira besta). Atualmente, praticamente não existe mais nada do mundo real que não tenha presença digital, até as igrejas possuem sites, blogs, redes sociais, fanpage, vendem cursos teológicos nas plataformas, fazem lives, têm canal do YouTube, transmitem cultos ao vivo e agora possuem até igrejas no metaverso. Tudo isso mostra que realmente a ferida mortal de outrora já são águas passadas. 

            “Foi-lhe dado poder para dar fôlego à imagem da primeira besta, de modo que ela podia falar e fazer que fossem mortos todos os que se recusassem a adorar a imagem” v.15 

            Na internet, todos os sistemas que fazem parte do mundo virtual são reais, é um sistema vivo. O fôlego de vida que a internet trouxe à economia real de todos os países é impressionante, movimenta os mercados, valoriza marcas, expande negócios, multiplica as vendas, aumenta o grau de conhecimento, coloca em evidência coisas que antes nem sabíamos como funcionavam. Na imagem da besta (mundo virtual), tudo funciona como no mundo real: voz, imagem, sons, ganhos, perdas, consequências reais, e como já foi dito, até os ladrões, enganadores, aliciadores, empresas de fachadas, lavagem de dinheiro, também são reais, têm vida

        Você não percebe, mas a internet fala a todos, e está dando uma ordem, e em breve será um ultimato, de que quem não aderir (entrar em seu sistema), conhecer as ferramentas virtuais, dominar as novas tecnologias, se recusar a gostar (adorar) desse novo mundo, está “morto”! Não tem como evoluir tecnologicamente, aprender, se atualizar, trabalhar, pagar contas, sacar dinheiro, resolver qualquer problema nos órgãos, comprar ou vender, porque como já foi dito, em breve tudo estará em rede. 

        “Também obrigou todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receberem certo sinal (marca) na mão direita ou na testa,” v.16 

          Quem imaginaria, que um dia todos: grandes e pequenos, ricos e pobres, livres e escravos, seriam obrigados a ter que usar a internet, a tecnologia, os aplicativos, as plataformas, os vídeos, os podcasts, as reuniões virtuais, as lives. Muita gente nem sabia o que era isso, muito menos como usar, nem se preocupavam, pensavam que tudo isso era apenas uma coisa passageira, mais um modismo da juventude. No entanto, em consequência da pandemia da Covid19, que também faz parte de todo esse contexto mundial, aquilo que levaria anos para todas as pessoas no mundo se adaptarem, ou seja, aprenderem a usar os novos sistemas e tecnologias, todos foram obrigados a conhecer, a aprender, a usar, e ter que gostar, sob pena de não conseguirem trabalhar, estudar, pregar, vender, comprar, ensinar. 

            Então foi posto (não gravado, não escrito) um sinal em suas, um smartphone, um tablet, um notebook, um equipamento de comunicação qualquer, com capacidade de se comunicar pela internet, sem o qual seria impossível continuar produzindo, girando a economia, e fazendo o seu trabalho. Todas essas ferramentas são manipuladas com as mãos, é por meio delas que você escreve e envia mensagens no WhatsApp, nos seus grupos, em suas redes sociais, cria um post e publica. Até mesmo este artigo que estou escrevendo, também estou usando as mãos e todas essas ferramentas, e será divulgado por essas mesmas mídias, usando o mesmo sistema de internet, porque não tem mais como isso chegar até você se não for por esse caminho, todas as nossas estruturas físicas de envio de comunicação a distância, como correios, navios, barcos, aviões e pombos-correios, foram sendo desativados gradativamente, e perderam quase que totalmente sua eficiência para essa nova ordem econômica. 

            Pouca gente percebe quando lê este versículo, que o sinal da besta, não são dois sinais, um na mão e outro na testa, mas apenas um, que será na mão ou na testa. Mesmo que quando nos referimos a questão da testa tenha muito a ver com conhecimento, aprendizado, inteligência, decisões, pensamentos, reflexões, realmente isso tudo pode ser aprendido através da internet ou usado para acessar a internet. Mas na minha análise, não é bem isso que o texto quer falar. Esse ou, significa que será em um lugar ou em outro, mas nunca nos dois lugares ao mesmo tempo, ou será na mão ou na testa. Portanto, isso tem a ver com pessoas que não possuem as mãos para escrever, manipular equipamentos, como, por exemplo, um celular. Para esses casos, hoje em dia, já existem equipamentos ligados à testa, à cabeça ou ao cérebro, onde a pessoa pode se comunicar por impulsos elétricos, e, se conhecer as ferramentas e as plataformas, pode escrever na internet, fazer textos ou até mesmo se comunicar somente por comando de voz para usar o mundo virtual. 

            “Para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser quem tivesse o sinal (marca), que é o nome da besta ou o número do seu nome” v.17 

            Conforme já comentado, todo sistema econômico está na internet, mas tanto para se comprar algo, como para vender, a pessoa tem que ter acesso à tecnologia (equipamentos - sinal na mão) ou na testa (conhecimento). Internet é uma sigla, que significa Rede (net) Internacional (inter), é apenas um nome, mas, por trás dela, tem toda uma tecnologia de comunicação, com protocolos, rotinas e programação. Quando o versículo fala o número do seu nome, é porque, na verdade, na internet não trafega texto, tudo são dados e os dados são compostos por números binários que são lidos pelo sistema, que, para ser lido por humanos, ele é convertido para números decimais. Portanto, quando se escreve qualquer nome ou texto, não importa o tamanho do texto, tudo será convertido em números para trafegar na rede. 

               Quando se pesquisa um site na internet, por exemplo: www.google.com, esse nome escrito em letras, irá passar por um servidor, chamado DNS (Sistema de Nome de Domínio) que converterá esse nome em um endereço IP (Protocolo de Internet), no caso do endereço acima utilizado no exemplo, esse nome será convertido para o número IP: 172.217.164.100. Ou seja, todos os nossos dados pessoais digitados em um cadastro na internet, em um site, em um aplicativo, em algum órgão do governo virtual, são convertidos em números, por um DNS, e sem o número do seu nome, você não se inscreve, não estuda, não paga, não recebe, não vende e não compra pela internet. 

            “Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis” v. 18 

            Enfim chegamos ao final, e sei que você já está curioso para a minha explicação sobre esse último versículo, o que não será tão simples, por isso que o texto do versículo informa “Aqui há sabedoria”, e que é necessário entendimento para se saber calcular o número da besta, que não está tão óbvio. Não é apenas uma conversão de números como ocorre na interpretação do nome da besta, que é número do seu nome (v.17), aqui se trata do número da besta, que é número de homem. 

            Aqui vale uma explicação do porquê a internet também é uma besta, é porque assim como a primeira besta, a internet também não é uma unanimidade, e não possui um único dono, ela é uma “coisa” com vida própria, com objetivos definidos, com inteligência, inclusive para nos manipular, sempre em evolução, ao mesmo tempo que é administrada por diversas pessoas, com ideologias diferentes, com finalidades diferentes e países diferentes, como uma colcha de retalhos. Ela não tem uma imagem específica de algo conhecido por seres humanos, ela é uma besta. É por isso que quando a bíblia recorre a uma imagem que representa a besta, ela descreve um ser estranho que não existe no cenário natural para o ser humano, ela fala de um animal que parece um leopardo, mas que tem pés de urso, boca de leão e asas como de águia, é uma mistura de vários elementos que forma uma “coisa”, menos um animal perfeito. 

            Dito isto, vamos à explicação, segundo a minha análise, no contexto econômico e tecnológico. Na internet (segunda besta), o que vale é a quantidade de número de homens (pessoas), quanto mais, melhor. São os usuários inscritos nos canais, nos sites, nos blogs, são os seguidores nas redes sociais, nas plataformas. Quanto mais homens conquistados, significa mais seguidores, mais likes, mais reações nas postagens, mais comentários, mais compartilhamentos, e, consequentemente, mais visibilidade, mais negócios, mais dinheiro, mais autoridade, mais poder, mais domínio, mais influência. Vamos entender, logo mais, que em todos os três níveis da atuação da besta, as demandas são sempre as mesmas, só muda o cenário. No entanto, para entendermos o número 666, é muito importante saber que a leitura desses números, não é seiscentos e sessenta e seis, mas um único número que se repete por 3 vezes (6-6-6), onde o número 6 representa a perfeição humana, ou seja, é o topo em que o homem pode chegar pelo seu esforço próprio com inteligência e conhecimento, seja qual for o nível de sua atuação. 

        O primeiro 6 - Em um mundo dominado pela primeira Besta (mundo econômico real), o primeiro 6 significa levar o homem ao topo da cadeia das classes sociais, em que a maior riqueza é representada pela grande visibilidade, que é estar nas colunas sociais, nas revistas, nos jornais por possuir grandes empreendimentos, receber muitos prêmios, onde se fazer presente nesses meios sociais da elite trará maiores negócios, ganhará maior quantidade de dinheiro, e, com isso, terá mais autoridade, mais poder, mais domínio, e também mais influência em todas as esferas da sociedade. 

            O segundo 6 - No mundo da segunda Besta (internet), na infraestrutura tecnológica que sustenta toda a rede, estar no topo da cadeia é possuir as melhores tecnologias, os melhores equipamentos, dominar as informações em todos os níveis, conhecer as melhores ferramentas, aprender como operam os sistemas, os aplicativos, as redes sociais, os bancos de dados, as linguagens de programação, e, com isso, terá a maior riqueza, que é ter visibilidade na mídia, onde esta visibilidade trará maiores negócios, mais usuários, com isso ganhará mais dinheiro, terá mais autoridade no ramo que atua, mais poder, mais domínio, e terá mais influência sobre as pessoas e os negócios. 

         O terceiro 6 - no mundo da imagem da Besta (mundo virtual), que é o mundo digital online propriamente dito, composto pelas plataformas virtuais, pelos aplicativos, metaverso, entre outros, que espelham as nossas estruturas reais, como bancos, universidades, igrejas, lojas, negócios, instituições, plataformas de entretenimento, e muito mais, onde tudo está caminhando para uma nova realidade paralela. Neste mundo virtual, estar no topo da cadeia é se tornar um usuário experiente, um profissional digital nômade, um empreendedor digital, que domina a linguagem da internet, as ferramentas digitais, as redes sociais, os aplicativos, até se tornar um influencer, um Youtuber, com milhares de seguidores em todo o mundo. Com isso terá a maior riqueza, que é a visibilidade na mídia, por estar dentro do sistema entendendo como tudo funciona, e essa visibilidade trará mais negócios digitais, com isso irá monetizar mais (dinheiro), terá mais autoridade no seu nicho de negócio, mais poder, mais domínio, e terá mais influência sobre seus seguidores e outros negócios. 

            Como se pode ver, é por isso que o número 6 se repete por três vezes, porque não importa o nível de domínio da besta (primeira besta (6), segunda besta (6) ou sua imagem (6)), o objetivo é sempre o mesmo, chegar ao topo para ter visibilidade, maiores negócios, maior quantidade de dinheiro, mais autoridade, mais poder, mais domínio, e mais influência sobre as pessoas e os negócios. 

            Espero ter contribuído para sua reflexão, fazendo esta análise do ponto de vista econômico e tecnológico, tendo em vista que essa referência bíblica que trata sobre a besta, assim como o próprio nome sugere, não considera apenas um contexto da vida humana na terra, por isso “a besta” não se trata somente de uma pessoa, não é somente um sistema religioso, não é somente um sistema global de controle, não é somente um sistema político mundial, mas a junção de todas essas facetas da nossa realidade, que no final das contas se juntam para dar vida a esse imenso dragão que paira sobre a areia do mar (Ap. 12.18), que dá o seu poder a essas bestas. Agora é com você! Tire as suas próprias conclusões! Faça seus comentários! Sua opinião é muito importante para a reflexão deste tema nos dias em que vivemos.

                                                                                                                      Por: BARROS, Joel S.¹ 

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1 Joel S. Barros – Engenheiro de Computação, Especialista em Marketing Digital e Redes Sociais, Especialista em Informática para Educação, Segunda graduação em Matemática, Acadêmico em Ciências de Dados para Formação em Inteligência Artificial (IA) para área de Medicina, formação em nível técnico em: Técnico em Eletrônica, Técnico em Informática e Telecomunicações, com atuação na área tecnológica desde 1989. Escritor, ISBN: 978-65-00-140804, detentor de dois pedidos de patente no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual).